Entenda tudo sobre Infográficos

Wednesday, November 29, 2006

Referências

Alunos do curso de jornalismo da Faculdade Integrada da Bahia - FIB. Expofib: exposição de ilustrações e infográficos. Site resultado da disciplina Oficina de Multimídia e Web design dos alunos do primeiro semestre de 2005. Disponível em: http://geocities.yahoo.com.br/expofib/. Acesso em 23 set. 2005.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA. Jornalismo na Prática: A Arte de Informar. Disponível em: http://www.abi.org.br/primeirapagina.asp?id=1139. Acesso em: 1 out. 2005.

Correia, Randolfo Soares (design e infografista do jornal A Tarde). Utilização de infográfico no jornal A Tarde. Salvador 19, set. 2005. Entrevista concedida a Bruna Bianca.

Brito, Henrique.Planejamento e desing. set de 2005. 2 f. Notas de Aula.

Oficina de Infografia para Iniciantes (ministrada por Tatiana Teixeira). 10/09/2004, Salvador: FIB.

Oliveira, Benedito (diagramador do jornal A Tarde). Reforma Noblat e a diagramação do Jornal A Tarde. Salvador: 19, set. 2005. Entrevista concedida a Bruna Bianca.

Silva, Rafael Souza. Diagramação:o planejamento visual gráfico na comunicação impressa. (novas buscas em comunicação v. 7) São Paulo: Summus, 1985.

Pereira, Gustavo Moraes Queirolo. Abordagem Sistêmica de um Gênero Multitextual: o Infojornalismo. In: IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom, 200?, Porto Alegre. Banco de trabalhos aceitos.Disponível em:http://www.adtevento.com.br/intercom/resumos/R0989-1.pdf.Acesso em 1 out. 2005.

Teixeira, Tattiana. Infográfico.[mensagem pessoal]. Mensagem recebida por brunabiancasouza@yahoo.com.br em 3 out. 2005.

Teixeira, Tattiana. As imagens do singular: ensaio sobre o uso do infográfico no jornalismo científico brasileiro. Salvador, 10 p. [trabalho recebido via e-mail]

Teixeira, Tattiana. O uso do Infográfico na Revista Superinteressante – um breve panorama Salvador.Salvador, 15 p. [trabalho recebido via e-mail]

Teixeira, Tattiana. Infografia e jornalismo científico: um estudo da Revista SuperInteressante. Salvador, 15 p. [trabalho recebido via e-mail]

Tuesday, October 03, 2006

A Importância do Planejamento Gráfico para a organização da informação

O design congrega elementos essenciais para o jornalismo moderno que hoje considera o elemento visual, imprescindível para agregar valor à leitura de um texto.Como no caso dos infográficos. A preocupação da diagramação é justamente dar às mensagens a devida estrutura visual a fim de que “o leitor possa discernir rápida e confortavelmente, aquilo que para ele representa algum interesse” (SOUZA, 1985).

Se não existisse essa organização, certamente o leitor ficaria confuso e não saberia exatamente por onde começar a ler o jornal. Como identificar a notícia mais importante? Como saber sobre o que fala a página? Seria muito difícil responder a essas questões se elementos visuais e gráficos não contribuíssem para a organização e disposição correta das informações na página. Por isso, o processo de planejamento envolve um trabalho muito bem pensado e estruturado por parte das equipes das redações de jornal e revista.

“Nada pode ser feito sem harmonia” , sinteza o diagramador do jornal A Tarde, Benedito Oliveira e reforça o design Randolfo Soares. A editoria de arte trabalha em conjunto com editores e repórteres baseando-se nos textos e no interesse do público para produzir ilustração e diagramação finais. Essas decisões são influenciadas pelo tipo de mensagem a ser veiculada, pelo tipo de consumidor dessa mensagem e pelo grau de interesse que a mensagem pretende proporcionar, destaca Rafael Souza (1985).

Imagens x Texto

A imagem se concatenada com o texto, além de atuar como incremento em uma página de jornal ou revista, pode transformar-se em elemento multitextual informativo, tornando a leitura mais dinâmica e por vezes mias esclarecedora e elucidativa. O design tem atuado como um importante aliado do jornalismo contemporâneo neste quesito, principalmente porque sua função básica é também comunicar, já que o mundo contemporâneo cada vez mais exige esse modelo de comunicação através de imagens.

O próprio jornalismo brasileiro se modificou com o decorrer do tempo com o surgimento de outros veículos como a televisão, a Internet, as revistas e um público consumidor cada vez mais exigente e cada vez menos disponível e interessado em leituras extensas. A partir deste momento passou a existir a necessidade de jornais impressos utilizarem elementos visuais para complementar informações e até a título de concorrência. Alguns assuntos restritos, que poderiam parecer desinteressantes pela falta de compreensão básica sobre o assunto, como os que abordam ciência e tecnologia, fez com que cada vez mais diagramadores e editores exigissem o uso elementos visuais, como ilustrações, para contribuir para a boa compreensão do texto. Os infográficos tornaram-se peças chave desse processo.

Além da diagramação o jornalismo incorporou elementos gráficos que por muitas vezes possibilitou até mesmo um detalhamento maior de informações por vezes difíceis de serem explicadas pelo texto ou até mesmo por imagens. O beneficio é que o infográfico pôde apresentar a informação através de três dimensões e perspectivas, coisas que a fotografia não possibilita. Além disso, soma-se os recursos hoje possíveis através da Internet com infográficos animados. Esse novo jornalismo constitui-se em um jornalismo perceptivelmente rico, apesar de não utilizar todas as suas potencialidades.

Infográfico (desing+jornalismo)

A idéia é acrescentar informações ao texto interligando recursos textuais e inserindo novos elementos como gráficos, mapas, símbolos, tabelas e boxes que acrescentem novas informações, que não sejam apenas ilustrações de uma notícia.

É fundamental que haja parceria efetiva entre designer e jornalista para a produção de infográficos de qualidade não apenas estética, mas informativa. E é preciso, portanto, que o jornalista aprenda a pensar infograficamente, de modo que tal recurso seja capaz de acrescentar algo às tradicionais reportagens do jornalismo impresso, tal como acontece em muitos jornais diários ao redor do mundo, em especial os da Espanha e Estados Unidos. (TEIXEIRA, 2004)


É importante que o infográfico participe na qualidade da produção jornalística, pois consiste em um poderoso instrumento de informação.

“As redações passaram a entender que certos assuntos são mais bem aprofundados se mostrados visualmente. Há muito o que se dizer num texto sobre uma acidente de avião, mas se mostrarmos em um infográfico a localização, o tipo de aparelho, o que aconteceu, comparar números etc, a informação fica muito mais precisa e clara” , diz o chefe da diagramação do Globo em entrevista concedida a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Fábio Marra, infografista da Folha complementa dizendo que “a informação visual tornou-se uma necessidade. Além disso, segundo pesquisa do Poyter Institute, infográfico, quadros e artes são os primeiros a serem percebidos pelo leitor quando ele folheia o jornal”.

O infrográfico sobrepõe o texto?

Alguns jornalistas julgam como desafio combinar o poder da imagem com o texto em perfeito equilíbrio, sem que um se sobreponha ao outro. “Nada pode ser mais importante que o texto”, dizem os jornalistas. Algumas redações, para minimizar esse problema mandam infografistas para o local juntamente como repórteres e fotógrafos ou então os próprios repórteres já chegam com esboços desenhados. É importante ter em mente que um bom infográfico deve respeitar o lead como qualquer matéria priorizando o mais relevante. Infográfico não é apenas ilustração, deve ter sempre a informação como suporte e deve ser objetivo, trazer novas informações. “Sem conteúdo, não adianta um desenho bonito”, sintetiza Daniel Chaves, editor de Arte do Globo Online.

Sunday, October 01, 2006

Tipos de infográficos

Infográfico diagrama- Tem o mesmo conteúdo informativo que uma tabela, mas é muito mais claro, fácil de captar e cumpre o objetivo da infografia.

Carto-infográfico - os mapas econômicos e temáticos(turismo) são exemplos que introduze a combinação de ícones(mapas) contexto. Alguns são uma mera aplicação da técnica cartográfica usando o mapa e o texto, o mínimo necessário par a correta interpretação.

infográfico iluminista- o texto continua sendo o mais importante, acompanhado de ícones que o ilustram. É considerado infográfico por seu aspecto geral: unidade visual determinada por uma marco retangular que tem textos e imagens, mas o texto porém não segue os princípios habituais da seqüência discursiva única. É chamado iluminista por referência ao estilo dos manuscritos da idade média que incluíam ilustrações e texto. O texto tem tanta importância que poderia ser suficiente sem ilustração, é um proto-infográfico.

Outros exemplos:
http://img.terra.com.br/i/2003/07/03/57544_in.gif

Quadro de resumos é um infográfico mais complexo com abundante informação que não respeita regra máxima de economia de componentes, nem é estritamente gráfico. Se trata de quadros que pretendem resumir um conjunto de informações a cerca de uma seqüência histórica, um processo ou uma dada situação.

Outros exemplos:
http://img.terra.com.br/i/2003/09/10/73011_in.gif

http://img.terra.com.br/i/2003/03/31/42031_in.gif


Segundo nível
Mais bem elaborado. Utiliza e explora recursos multimídia, agrega texto e imagens de forma equilibrada.

Outros exemplos:

http://www.usabilidoido.com.br/o_que_fazer_depois_de_uma_pancada.html

http://www.usabilidoido.com.br/o_voto_indeciso_e_o_de_protesto.html